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fevereiro 12, 2026
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fevereiro 12, 2026Catarata: o que é, quais são os sintomas e quando tratar?
A catarata é uma das principais causas de perda de visão no mundo, especialmente em pessoas acima dos 60 anos. Apesar de ser uma condição comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que realmente é a catarata, como ela se desenvolve e quando o tratamento é necessário.
A boa notícia é que a catarata tem tratamento eficaz e, quando diagnosticada e tratada no momento adequado, permite recuperação significativa da visão e melhora importante da qualidade de vida.
O que é catarata?
A catarata ocorre quando o cristalino, uma lente natural localizada dentro do olho, torna-se opaco. Em condições normais, o cristalino é transparente e permite que a luz entre no olho de forma adequada, possibilitando uma visão nítida.
Com o surgimento da catarata, essa lente perde a transparência, fazendo com que a visão fique embaçada, turva ou amarelada, como se a pessoa estivesse olhando através de um vidro fosco.
Por que a catarata surge?
A causa mais comum da catarata é o envelhecimento natural. Com o passar dos anos, as estruturas do olho sofrem alterações que levam à opacificação do cristalino.
No entanto, a catarata também pode surgir por outros motivos, como:
- Diabetes
- Uso prolongado de corticoides
- Exposição excessiva ao sol sem proteção
- Traumas oculares
- Inflamações nos olhos
- Histórico familiar
- Tabagismo
Em alguns casos, a catarata pode estar presente desde o nascimento ou surgir ainda na infância, embora isso seja menos comum.
Quais são os principais sintomas da catarata?
Os sintomas costumam surgir de forma lenta e progressiva, o que faz com que muitas pessoas demorem a perceber o problema.
Os sinais mais comuns incluem:
- Visão embaçada ou turva
- Sensação de “névoa” na visão
- Dificuldade para enxergar à noite
- Sensibilidade à luz
- Necessidade frequente de trocar o grau dos óculos
- Cores que parecem mais apagadas ou amareladas
Com o avanço da catarata, atividades simples como ler, dirigir ou reconhecer rostos podem se tornar difíceis.
Catarata causa dor?
Não. A catarata não causa dor e geralmente não provoca vermelhidão ou ardência nos olhos. Justamente por isso, muitas pessoas subestimam o problema e adiam a consulta com o oftalmologista.
A ausência de dor não significa que a condição não esteja evoluindo.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da catarata é feito por meio de consulta oftalmológica, com exames simples e indolores que avaliam a transparência do cristalino e a qualidade da visão.
Durante a avaliação, o oftalmologista analisa:
- Grau de opacidade do cristalino
- Impacto da catarata na visão
- Necessidade e momento ideal para tratamento
Não é necessário exame complexo para confirmar o diagnóstico.
A catarata tem tratamento?
Sim. O único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia. Até o momento, não existem colírios, óculos ou medicamentos capazes de reverter ou eliminar a catarata.
A cirurgia consiste na remoção do cristalino opaco e na substituição por uma lente artificial, que devolve a transparência e melhora a visão. É um procedimento considerado seguro, rápido e eficaz e o momento ideal é definido entre o paciente (quando os sintomas limitam atividades diárias) e o seu médico oftalmologista.
É possível prevenir a catarata?
Embora o envelhecimento não possa ser evitado, algumas medidas ajudam a reduzir riscos ou retardar o surgimento da catarata:
- Usar óculos de sol com proteção UV
- Controlar doenças como diabetes
- Evitar tabagismo
- Manter acompanhamento oftalmológico regular
Esses cuidados contribuem para a saúde ocular ao longo da vida.
Quando procurar um oftalmologista?
É recomendado consultar um oftalmologista:
- Ao notar qualquer alteração visual
- Se houver dificuldade progressiva para enxergar
- Em consultas de rotina, especialmente após os 40 anos
O diagnóstico precoce permite planejamento adequado do tratamento e melhores resultados visuais.
Conclusão
A catarata é uma condição comum, especialmente com o avanço da idade, mas que possui tratamento eficaz e seguro. Identificar os sintomas e procurar avaliação oftalmológica no momento certo faz toda a diferença para preservar a visão e a autonomia.
O acompanhamento regular é essencial para manter a saúde dos olhos em todas as fases da vida.




